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4 de jan. de 2009

Ano novo japonês

Já que estamos comemorando o começo de mais um ano e como o blog tem como principio falar do Japão como um todo, nada mais coerente do que vermos como os nossos companheiros comemoram essa passagem de ano.
Acho que todo mundo aqui (no Brasil) está "careca" de saber como nós comemoramos o Ano Novo. Mas como será que ele é comemorado lá no Japão? Pois eu lhes direi, falarei alguns costumes deles, repito alguns, não será possível abranger todos porque são muitos e se fosse falar todos o post se tornaria muuito extenso e até mesmo cansativo.

O Oshougatsu, ano novo japonês, como todos já devem esperar é bem diferente daqui. Isso mesmo nada de roupa branca, abrir champanhe ou pular ondinhas.

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10 de jul. de 2008

Tipos de kimono

Se você é assim como eu deve achar que kimono é tudo igual, né?! Mas você está redondamente enganado. Dei uma pesquisada e descobri que existe vários tipos de kimono e cada um tem o seu uso específico, váriando de idade, posição social ou estado civil da pessoa. Depois desse post nunca mais você vai pensar que kimono é tudo igual.

Kimono significa literalmente coisa de vestir em japonês. E se divide em duas grandes categorias: wafuku (vestimenta do estilo japonês) e yofuku (vestimenta ocidental ou de estilo ocidental).
A história em si é bem grande então vou dar só uma pequena pincelada e focar mais nos tipos de kimonos.

Essa vestimenta era muito utilizada antigamente. A partir da era Meiji (1868), os japoneses começaram a adotar o vestuário ocidental, tudo começou por decreto, depois começou a ser adotado pela aristocracia e em seguida passou a ser regra para toda a população.

Atualmente eles são comumente utilizados em ocasiões especiais, principalmente pelas mulhares em casamentos e matsuris (festivais populares e tradicionais). Os homens usam mais raramente.

Desde a virada do milênio, entretanto, mais pessoas têm resgatado o uso do kimono no cotidiano, gerando um movimento informalmente apelidado de fashion kimono de forma tradicional mas com estampas modernas, (faixas de amarrar na cintura) que não amarrotam ou com nós prontos, que agradam a um público mais jovem.

Bem agora vamos dar uma olhadinha nos tipos de kimono:



Kurotomesode- "mangas curtas preto", kimono preto com profusa decoração das coxas para baixo e com 5 kamons (escudos de família) impressos ou bordados em branco nas mangas, peito e costas. Usado com um obi de brocado dourado, é o kimono mais formal das mulheres casadas, geralmente usado pelas mães do noivo e da noiva num casamento.









Irotomesode
- "mangas curtas colorido", kimono liso de uma só cor, geralmente em tons pastéis, com profusa decoração das coxas para baixo e com 5 kamons (escudos de família) impressos ou bordados em branco nas mangas, peito e costas. Usado com um obi de brocado dourado, é um kimono menos formal que o kurotomesode, e é usado por mulheres casadas que são parentes próximas dos noivo e da noiva num casamento.





Furisode - "mangas que balançam", kosode feminino cujas mangas possuem 70 cm a 90 cm de comprimento. É o kimono formal das moças solteiras, ricamente estampado, fechado com obi em brocado multicolorido e brilhante amarrado em grandes laços nas costas. É geralmente usado no Seijin Shiki (Cerimônia da Maturidade, no mês de janeiro no ano em que a moça completa 20 anos) e pelas moças solteiras aparentadas da noiva nas cerimônias e recepções de casamento.

Kimono Furisode





Houmongi - "traje de visita", kimono liso de uma só cor, geralmente em tons pastéis, com profusa decoração em um dos ombros e uma das mangas, e das coxas para baixo, sem kamons (escudos de família). Considerado um pouco menos formal que o irotomesode, em cerimônias de casamento é usado por mulheres casadas ou solteiras, que geralmente são amigas da noiva. O houmongi também pode ser usado em festas formais ou recepções.







Tsukesage - Comparado ao houmongi, o tsukesage tem uma coloração mais discreta considerado menos formal que o houmongi. Dos kimonos que podem ser usados diariamente por casadas e solteiras, é o mais requintado é o considerado menos formal que o houmongi.









Iromuji - kimono de uma só cor, que pode ser textura mas sem decoração em outra cor, usado principalmente em Cerimônias do Chá. Pode ter um pequeno bordado decorativo ou um kamon ( escudo de família) nas costas. É um kosode semi-formal, considerado elegante para uso diário.








Komon - "estampa pequena", kimono feito com seda estampada com desenhos pequenos repetidos por toda a peça. Considerado casual, pode ser usado para sair pela cidade ou para jantar em um restaurante. Pode ser usado por casadas e solteiras.








Tomesode - "mangas encurtadas", kosode femino de seda, forrado em seda de cor diferente, cujas mangas possuem de 50cm a 70cm de comprimento. A expressão deriva do costume de que quando as mulheres se casavam elas passavam a usar kimonos com mangas curtas - ou cortavam as mangas dos kimonos - como símbolo de fidelidade ao marido. A maior parte dos kosodes usados por mulheres são desse tipo.






Yukata - Kimono informal de algodão estampado, sem forro. Mulheres usam os de grandes estampas, geralmente de flores, com obi largo, e os homens usam os de pequenas estampas, com obi estreito. O yukata é mais usada em matsuris (festivais), mas também pode ser usado diariamente em casa. Ryokans (hotéis ou pousadas tradicionais) e onsens (resorts com termas) costumam disponibilizar yukatas para todos os hóspedes.





Depois dessa pequena analise de estilos de kimonos e como é usado, acho que você não deve mais achar que "tudo dá no mesmo", pelo menos é o que eu espero né. Para fechar vou colocar aqui um trecho retirado de outro site, que achei interessante:

"
A questão é por que, numa sociedade tão invadida por costumes ocidentais, o uso do kimono ainda persiste? “Hoje, principalmente para as noivas, o kimono personifica a disposição para o sacrifício de desejos pessoais, característica desejável na cultura japonesa que prefere a obediência à independência”, afirma a antropóloga Liza Dalby no livro Kimono."

Agora quem desejar se aprofundar mais no assunto consultar as fontes por favor.

Fontes: Cultura Japonesa
Aliança Cultura Brasil-Japão

recModa

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7 de jul. de 2008

Vídeo: Escola Pública no Japão

Nas minhas andanças pela internet encontrei um vídeo que fala da escola pública no Japão. É uma reportagem do programa Altas horas e ele compara o ensino da escola pública do Japão com a do Brasil. E achei interessante, por isso vou postá-lo aqui. (^-^)



Encontrei uma reportagem interessante explicando como é o sistema de ensino no Japão, para acessá-la clique aqui.

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23 de jun. de 2008

Lenda: De como o demônio vermelho chorou

Era uma vez, uma única vez no mukashi banashi (antigas histórias do Japão), que havia um jovem Akaoni (demônio vermelho) bonzinho, simpático e muito amável. Ele morava sozinho, isolado, numa caverna da montanha, próximo de uma aldeia. Na verdade, ele havia sido expulso dos fundões da serra, por causa de seu jeitinho dócil de ser. Os outros demônios, que tinham a fama de cruéis, violentos e maldosos, discriminavam-no e tocaram para perto da civilização. Afinal, um demônio meio maricas era algo inconcebível para os temidos onis do velho Japão. Então, só lhe restou um amigo, Aooni, mas este demônio, por ser azul, morava em outra montanha, onde residiam os demônios da cor dele.

Akaoni, uma vez que não era aceito entre seus semelhantes, alimentou o sonho de viver amigavelmente entre os seres humanos. Queria travar amizade com o povo da aldeia que existia próximo de sua caverna. Porém, embora bonzinho, ele tinha chifres na cabeça, a pele vermelha e a cara feia demais para o gosto das pessoas. Por isso, o povo da aldeia temia sua presença nas proximidades e evitavam passar perto de sua caverna.

Uma bela manhã de primavera, quando a montanha estava coberta de flores de cerejeiras, Akaoni acordou inspirado, escreveu uma placa e pendurou-a numa árvore na beira de uma picada, próximo de sua caverna: “Na caverna, mora um oni bondoso, cujo sonho é fazer amizade e viver em harmonia com o povo da aldeia. Vá visitá-lo, há bolinhos de arroz e chá para recebê-lo”.

Assim, Akaoni limpou a caverna e ficou ansiosamente esperando que alguém lesse a placa e aceitasse seu convite. Antes mesmo do meio-dia, dois agricultores curiosos apareceram na entrada da caverna. Akaoni recebeu-os com toda a cortesia e ofereceu-lhes chá com bolinhos sem esconder sua alegria em ter pessoas da aldeia em seu lar.

Porém, os agricultores que nunca tinham visto um demônio de perto, estavam desconfiados, achando que poderiam ser devorados a qualquer momento e saíram correndo antes mesmo de terminar o chá.

Akaoni ficou arrasado. Muito nervoso, foi retirar a placa e jogou-a precipício abaixo. Naquele momento, passava por lá o Aooni (Demônio Azul), o único amigo que Akaoni tinha. Ele procurou saber o que tinha acontecido e o Demônio Vermelho contou toda a história.

– Meu amigo Akaoni, os seres humanos não confiam em nós, onis. Por isso, não adianta tentar conquistar a amizade deles com gesto amável ou boa conversa. É necessária uma boa estratégia que os levem a confiar em você.

– Mas como seria isso?

– Tenho um plano. Vou até a aldeia, faço uma adorável bagunça, arrebento os móveis da casas e dou um tremendo susto neles. Aí, você aparece e me expulsa a socos e pontapés. O pessoal da vila vai achar que você é um herói salvador e será tratado com muito respeito e amizade.

Akaoni ficou meio receoso, pois aquela farsa era violenta demais para sua maneira de ser. Porém, arrastado pelo amigo, foi até a aldeia e ficou escondido.

Aooni entrou gritando na aldeia e revirando tudo que via pela frente. Diante da súbita invasão, o pessoal ficou apavorado e tremendo de medo. Aooni berrava, ameaçando devorar todos da aldeia, derrubando caixas e móveis ao chão, numa tremenda algazarra que deixava todos em pânico.

Vendo o povo apavorado, Akaoni saiu de seu esconderijo e agarrou seu amigo para que ele parasse de atormentar o povo.

– Dê um soco na minha cara! –disse baixinho o Demônio Azul.

– Eu não consigo fazer uma coisa dessas – respondeu o Demônio Vermelho.

– Se você não me der socos até me botar fora da aldeia, pensarão que é meu comparsa e lhe odiarão ainda mais.

Embora muito a contragosto, Akaoni saiu socando seu amigo até botá-lo fora da aldeia.

O povo, agradecido, baixou a cabeça para Akaoni e fez dele um herói protetor. Assim, as pessoas passaram a visitar sua caverna e tornaram-se suas amigas. Akaoni estava feliz da vida, pois finalmente havia realizado seu sonho de ser amigo dos humanos.

Porém, meses depois, começou a sentir falta do seu amigo Aooni. Os humanos eram boas pessoas, mas a maioria deles só pensava em como ganhar dinheiro. Descobriu que a amizade que as pessoas tinham por ele era apenas por interesse. Na verdade, o povo queria proteção, e não amizade.

Desde o acontecimento da aldeia, nunca mais havia visto o Demônio Azul. Então, movido pela saudade, resolveu visitar o amigo, que morava numa caverna na montanha vizinha.

Chegando na entrada da caverna, chamou Aooni, mas não obteve resposta. Entrou para verificar, mas não encontrou ninguém dentro da caverna. De repente, percebeu que havia uma carta fixada na parede. Então, apanhou-a e leu:

“Amigo Akaoni:

Sei que agora você vive feliz, contando com a amizade dos humanos da aldeia. Por isso, acho que nunca mais nos veremos. Pois, se o virem conversando comigo, vão desconfiar de você, o que não será bom. Por isso, eu resolvi ir embora. Jamais lhe esquecerei. Grande abraço de seu amigo Aooni”.

Akaoni leu a carta várias vezes, até seus olhos encherem de lágrimas. Akaoni chorou, pois havia perdido o único amigo sincero que tivera.

Fonte: Nippo-Brasil

Poxa que história mais triste T-T

Mas uma coisa tenho que admitir isso que é amigo de verdade....

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29 de abr. de 2008

Site do Centenário da Imigração

Como vocês devem saber, já que houve bastante publicidade, este ano será comemorado o Centenário da Imigração Japonesa. Para a comemoração haverá vários eventos em algumas cidades do Brasil.
Houve até uma exibição de uma série baseada nesse tema na rede bandeirantes ( ler aqui a respeito).

E o mascote da imigração foi feito pelo desenhista Maurício de Sousa (o "pai" da Turma da Mônica), na verdade foi desenhado primeiramente o menino e o chamou de Tikara ( a grafia em romaji correta seria chikara, que significa força, coragem, vigor ou energia) e logo em seguida ele desenhou uma menina para fazer companhia ao Tikara, a chamou de Keika (segundo ele: aquele que acrescenta bravura, pureza, integridade e honestidade).

Os dois mascotes serão usados pela ACCIJB (Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil) de São Paulo na divulgação de eventos do centenário que, oficialmente, será no dia 18 de junho --foi no mesmo dia, em 1908, que o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos (SP) com os primeiros imigrantes japoneses.

Voltando o assunto da imigração, existe um site que está fazendo a contagem regressiva para o dia da comemoração, possuindo um ótimo conteúdo para quem está interessado em ficar por dentro das festividades, e claro, falando da história em si da imigração japonesa mencionando fatos bem intrigantes e ligando alguns fatos.
Uma boa para quem está querendo ficar por dentro do assunto!

O site é: http://madeinjapan.uol.com.br/centenario/

Este site é uma das seções do site da revista Made in Japan, que está fazendo um especial sobre o assunto, você também pode conferir outras informações referentes ao Japão pelo site da Made in Japan.

Ah! O Maurício de Sousa espera que Tikara e Keika comecem a aparecer nas histórias da Turma da Mônica também em meados de junho, então ainda poderemos ver por aí o casal, vai ser bem kawaii.

Fonte: Site G1
Made in Japan
Folha Online

Quem quiser saber mais a respeito do que seria Kawaii e como isso faz parte do cotidiano dos japoneses, encontrei um artigo na Wikipédia acho interessante a leitura (para ler clique aqui).

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18 de abr. de 2008

Lenda: A Tartaruga e a Garça

Antigamente, a tartaruga tinha o casco liso como casca de cabaça. Nessa época, Kame-san, o sr. Tartaruga, vivia num pequeno lago. Quando chegou o verão, a água foi baixando e baixando, devido à seca. Preocupado, o sr. Tartaruga ficava horas e horas olhando para o céu à procura de uma nuvem carregada de chuva. Mas o tempo foi passando e nada de chover.Certo dia, o sr. Tartaruga viu Tsuru-san, o sr. Garça, nas margens da lagoa e aproximou-se dele.– Tsuru-san, você, que vive voando nas alturas, será que não viu nenhuma nuvem chuvosa vindo para essa direção?– Sabe, Kame-san, o céu está azul de ponta a ponta. Nenhuma nuvem à vista, nem chuvosa, nem branca.– Tsuru-san, estou preocupado. Se a seca continuar, a lagoa vai secar, e eu não vou sobreviver por muito tempo. O que devo fazer?– Olha, Kame-san, essa lagoa é pequena e tem pouca água. Se a seca continuar, ela será a primeira a secar até o fundo. Você deve se mudar para uma lagoa maior enquanto é tempo.– Mas Tsuru-san, será que existe alguma lagoa grande nas proximidades?– Bem... Se você atravessar aquela montanha, do outro lado encontrará uma grande lagoa, cinco ou dez vezes maior que esta. Lá, moram cerca de 20 tartarugas, que vivem nadando folgadamente, levando a vida que pediram a Deus. Aquilo sim é um bom lugar para você.– Eu gostaria de mudar para lá. Mas tenho os pés curtos e levaria alguns anos para atravessar a montanha. Se fosse na estação da chuva, poderia agüentar bastante tempo; porém, em tempo seco como esse, creio que seja impossível eu agüentar até chegar do outro lado da montanha. Oh, como sou infeliz! Queria tanto ir para lá, mas não vejo como.– Se você realmente quer ir até lá, podemos carregá-lo através da montanha.– Realmente, Tsuru-san, isso é possível?! Eu imploro, leve-me até a grande lagoa!O sr. Garça abriu as asas e começou a gritar: “kuwaa, kuwaa!”. Ele estava chamando outra garça. Não passou muito tempo, outra garça veio voando através da montanha e pousou no pequeno lago.Tsuru-san então pegou no bico um galho seco e levou-o para a frente da tartaruga. – Tudo bem, Kame-san, morda a parte do meio deste galho e segure-se firmemente. Eu e meu amigo vamos morder nas extremidades do galho e levantar vôo em direção à grande lagoa.Assim, a tartaruga travou os maxilares em torno do galho, e as garças, batendo as asas, levantaram vôo no sentido da montanha.No caminho, sobrevoaram uma aldeia de lavradores no pé da montanha. Algumas crianças da aldeia viram a tartaruga pendurada no galho e duas garças carregando-a. As crianças acharam engraçado e riram para valer. Apontando para tartaruga voadora, gritavam:– Olha que tartaruga maluca, está tentando voar como as garças!– Que tartaruga ridícula, pendurada pelo pescoço, até parece cabaça achatada.Kame-san ficou irritado e gritou:– Garotos mal-educados!Porém, ao abrir a boca para gritar, o sr. Tartaruga desprendeu-se do galho e caiu em queda livre em direção ao solo. Espatifou-se no chão de costas. Se seu casco não fosse duro, teria morrido; porém, com o impacto, o casco ficou com várias rachaduras. Por isso, até hoje o casco da tartaruga é todo fragmentado.

A lenda de hoje tenta explicar como a tartaruga fragmentou o seu casco.
É interessante como as pessoas tentam explicar os fenômenos e um série de coisas que existe, para fazer isto geralmente elas recorrem a lendas, um belo exemplo disso é a própria cultura japonesa com suas inúmeras lendas. Claro os japoneses não são os únicos, temos também os gregos, egipcíos, os indígenas e tantos outros, nós mesmos nos utilizamos por vezes de "lendas".
Quer um exemplo? Nós temos mania de não gostar de deixar o chinelo virado p/ baixo, porque ao certo eu não sei, o que eu sei é que dizem que faz mal (antes previnir vai saber), tem outros casos, depois deste exemplo você mesmo deve perceber outros exemplos de lendas cotidianas.
Por isso não devemos julgar a cultura de ninguém, afinal todos são importantes igualmente, além de que essas manifestações culturais só enriquecem mais um povo culturalmente, não é à toa que certas culturas, como a japonesa (eu tinha que dizer), egpicia e grega, são importantes até hoje.
Bem, acabei escrevendo mais do que eu esperava, realmente me empolguei, mas por hoje é só! T-T (estão me expulsando do pc)
Até a próxima!!

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6 de abr. de 2008

Ninja


Aproveitando o ritmo vamos entender mais este universo dos ninjas.
Ninja (忍者) ou Shinobi era uma organização secreta marcial que habitava as províncias de Iga e Koga (tanto que na região de Iga está tendo uma promoção, ver). Eram conhecidos por suas habilidades de Infiltração, no Japão feudal do século XIV. Forneciam serviços em troca de pagamento, e seus trabalhos envolviam Espionagem, Assassinato,Sabotagem, dentre outros. Eram isolados e viviam uma espécie de Contracultura da época, pois os locais onde habitavam eram de difícil acesso, tornando-se reduto de Chineses e Coreanos refugiados de guerras, bem como de antigos clãs Samurais perdedores de guerras feudais. Isto proporcionou a estas famílias ninjas gerarem uma cultura extremamente sincrética. Ninjas eram mais especializados em infiltração (armadilhas, armas ocultas, inteligência) do que combate em campo aberto, ao contrário da crença popular.
A filosofia de vida dos ninjas era chamada de Ninpo (Ninjutsu), envolvendo a adaptação, a liberdade e a perseverança férrea como princípios basilares.
As espadas ninja, conhecidas por Ninja to, eram devidamente adaptadas às suas técnicas. A Ninja to possuía a lâmina reta e menor do que uma Katana(espada samurai), permitindo um uso mais junto ao corpo (utilizando-se do tronco todo como força-motriz, ao invés de apenas os braços, como faziam os samurais), um ocultamento e transporte mais fáceis. Pórem nem sempre era comum a utilização somente desse tipo de equipamento, sendo a Shinobi katana uma arma também muito popular na época.
Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou gancho de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Algumas escolas usavam bombas de fumaça Kemuridama para facilitar suas fugas.
Shurikens, as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja, tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". O uniforme ninja não era totalmente preto como muitas pessoas pensam, pois o preto se destaca mesmo sendo noite, os tons mais comuns eram azul marinho, marrom escuro, e outras tonalidades escuras, pois os ninjas costumavam trabalhar a noite.
Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, etc. Tudo para facilitar o trabalho como Espião. Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características delas, as mulheres ninja usavam a sedução (kisha) como arma, pois além de seu treinamento normal junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento especial na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de Veneno e usavam o Tesen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações secretas de que precisavam. Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto, alguns clãs shinobi trabalhavam como Mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorria, conforme os interesses políticos do momento. A lenda de que um ninja jamais poderia ser pego vivo é uma mentira, tanto que ao menos uma história é ilustrativa: um ninja, ao ver que seria apanhado, quebrou o pescoço de uma raposa e a enfiou em seu uniforme. Ao ser levado ao daimyo (senhor feudal), protestou pelo suicídio ritual (sepukku ou harakiri), que foi realizado diante do próprio senhor, tendo sido depois jogado na natureza. Porém, na verdade o ninja havia cortado somente a raposa, para que ao ver o sangue, os demais pensassem que ele havia se matado realmente.
Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade (na verdade, da camuflagem), luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com corrente e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas especiais de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.

Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do século VI até a Era Meiji, no século XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, como, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra 1939-1945. Um registro importante é que, enquanto os Samurais ainda procuravam entender a eficiência das armas de fogo levadas ao Japão pelos portugueses, os ninjas de pronto já incluíram essas armas em seu arsenal e passaram a utilizá-las em suas operações, pois haviam conhecido-as pelo intermédio de Piratas chineses e japoneses.
Fato é que os ninjas, com a Restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo. Com isso, o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitam do silêncio e da eficiência em suas operações.
O universo ninja ainda é tema constante na indústria do entretenimento japonês, sendo explorado nos Jogos, Mangás e Animes. Com certeza, o que mais fascina nesses formidáveis guerreiros é o mistério milenar que os cercam.
Tanto que vocês devem conhecer muitos animes e mangás que exploram o tema, logo alguns termos e nome de armas provavelmente vocês devem conhecer. Exemplos bons: Naruto, Basilisk... Quem já viu Naruto conhece estas denominações como shuriken, kunoiche, entre outros termos. Viram isso prova que anime e mangá também é cultura.

Se quiserem entender mais sobre o assunto, eu recomendo o site HSW, lá você vai entender como funciona o ninja.

Fonte: Wikipédia

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Ninjas não pagam trem no Japão


Essa eu li e disse a mim mesma eu tenho que postar isso.
Deixa eu explicar. Bem, lá no Japão está tendo uma promoção (não é só brasileiro que gosta de uma) de 1º de abril a 6 de maio, quem se vestir a caráter com quimono de ninja poderá utilizar a linha Iga Tetsudo, em Mie, sem pagar passagem.
A promoção faz parte da Iga Ueno Ninja Festa, festival que relembra os laços ancestrais dos japoneses com as artes marciais.

Segundo o "Mainichi Daily News", as fantasias de ninjas são um dos principais atrativos da festa que acontece anualmente. Além de atividades envolvendo temas orientais, é comum ver famílias inteiras vestidas de ninja pelo centro da cidade.
Então já sabe, se você for um ninja, ou a menos se veste como um, no Japão você faz a festa andando de graça de trem, pelo menos por um mês e além de estar economizando passagem, você também está relembrando o passado, isto mesmo, celebrando a cultura japonesa, de uma forma bem diferente. Se bem que não é tão diferente se fomos comparar com o cosplayer.

E o mais legal é que não é só crianças, mas adultos também.

Acima você pode ver uma família pedindo informação e uma mulher vestida de ninja esperando o trem. Com essa promoção muitos entusiastas usam roupas iguais ou parecidas, sendo todas elas roupas de ninja.

Mas essa foto aqui ficou uma graça, não é!

Esse tipo de coisa só se vê mesmo no Japão, não que festivais assim não ocorram em outros lugares, mas fatos curiosos e com mais freqüência só mesmo no Japão. E como diz o escritor de certo blog, isso é Muito Japão (já deu p/ sacar o blog né) !!!

Fontes: G1-Planeta Bizarro /Japan Probe

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31 de mar. de 2008

Lenda: O cúmulo da cortesia

Hora da cultura, afinal Japão Aishiteru também é cultura! "Eu tô lendo muito os mangás da Si~lénsce, quem lê sabe o que eu estou dizendo"
Bem vamos ao que interessa:

O cúmulo da cortesia

Nintoku Tenno que reinou entre os anos 313 a 399 foi um dos maiores imperadores da época proto-histórica do Japão. Conta a tradição que antes dele subir ao trono, houve uma homérica competição de modéstia e cortesia entre ele, príncipe Ohosazaki, e seu meio irmão, o Príncipe Herdeiro que residia no castelo de Uji. Foram necessários três longos anos, para os príncipes decidirem quem não seria o imperador. Isso porque, apesar do trono estar vazio, cada qual se achava menos apto de tornar-se o grande mandatário do País que o outro.

Naqueles dias, numa aldeia próxima de Naniwa, um pescador apanhou um peixe excepcionalmente grande e resolveu fazer uma cortesia ao imperador. Colocou esse peixe em um cesto e alguns menores em outro, cada cesto na extremidade de um pau, para balancear o peso. Assim, com os cestos equilibrados no ombro e seguido por mais meia dúzia de pescadores, dirigiu-se orgulhoso ao palácio em Naniwa para fazer sua oferenda.

Na portaria do palácio de Naniwa disseram ao pescador que levasse o peixe ao palácio de Uji, pois ali morava o imperador. Os pescadores percorreram em fila indiana, entre um palácio e outro e foram recebidos com grande cortesia no palácio de Uji.

Quando souberam do que se tratava, o príncipe de Uji pessoalmente lhes disse:
- Se querem presentear o imperador com esse magnífico peixe, por favor, levem para meu irmão no palácio de Naniwa. Ele é o Imperador.
Os pescadores novamente puseram o pé na estrada e foram para Naniwa. Sabendo que seu irmão recomendara pessoalmente que os peixes fossem entregues a ele, o príncipe Ohosazaki, disse com toda modéstia e cortesia:
- Eu, Imperador? Imagine uma coisa desta, sou indigno para tão grande honraria. Meu irmão sim, ele é o Imperador. Portanto, por favor, senhores pescadores, levem o peixe para ele com meus votos de grande estima e consideração.
Como o príncipe de Naniwa acrescentou ao peixe seus votos de estima, os pescadores se viram obrigados a levar o presente e o recado ao príncipe de Uji. Assim percorreram mais uma vez, a estrada que cortava vilas e arrozais.
Chegando no palácio de Uji, novamente foram mandados a Naniwa. E assim como bolinha de tênis, iam e vinham de palácio à palácio. Enquanto isso os peixes foram apodrecendo e a comitiva de pescadores puxa-sacos, deixava rastro de mau cheiro por onde passavam.

O Nihongi, o segundo livro mais antigo do Japão, conta que essa interminável competição às avessas, estava se eternizando e não chegaria a parte alguma. Então, o príncipe herdeiro disse antes de cometer suicídio: “Cheguei a conclusão que não é possível mudar a decisão de meu irmão. Enquanto eu estiver vivo ele achará que o trono é meu. Não devo mais causar problemas ao Império”.

É o cúmulo da cortesia. O príncipe herdeiro se mata para dar lugar ao seu irmão.
Quando o príncipe Ohosazaki (futuro imperador Nintoku) recebeu a notícia que seu meio irmão Príncipe Herdeiro morreu, ficou chocado. Foi para o palácio de Uji a cavalo. Diante do defunto bateu em seu peito, gritou e gemeu, expressando grande desespero.

Em seguida desatando o nó de seu cabelo e sentando-se sobre o cadáver, chamou pelo meio irmão três vezes, sacudindo-o pela gola.
- Meu irmão príncipe! Meu irmão príncipe! Meu irmão príncipe!
De repente o príncipe herdeiro voltou a vida e levantou-se. Então o príncipe Ohosazaki indagou:
- Ah! Que desgraça! Quanta tristeza! Por que fostes embora por sua própria vontade? O que pensará de mim no outro mundo o espírito do Imperador, nosso pai?
- Este é o meu destino. Ninguém poderia me deter. Se eu chegar a morada de meu pai, direi sem nada omitir, que meu irmão mais velho é um sábio e que muitas vezes tentou me ceder o trono - respondeu o Príncipe Herdeiro.
- Fico sem palavras diante de tanta cortesia.
- Cortesia fizestes Vossa Alteza, vindo de tão longe para me ver. Quero que aceite o símbolo de minha eterna gratidão.
Dizendo isso, o príncipe herdeiro ofereceu a sua irmã mais nova, nascida da mesma mãe, a princesa Yata.
- Creio que ela não é digna de se tornar sua imperatriz, mas honre-a tendo entre as damas da corte.
Depois, o Príncipe Herdeiro voltou à esquife e morreu de novo.

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24 de mar. de 2008

Mangás contam histórias do Japão e da Imigração

Tanto a história do Japão quanto a da vinda dos imigrantes daquele país para o Brasil estão em dois livros de mangá lançados nesta semana.

O primeiro, "História do Japão em Mangá", foi lançado inicialmente em 1995, para comemorar o Tratado de Amizade Brasil-Japão, mas recebeu uma versão ampliada neste ano. Ele retrata a origem do Japão; a abertura dos portos a nações estrangeiras; a destruição causada pelas duas guerras mundiais; os esforços feitos nos períodos pós-guerra; a influência da China; e o surgimento do xintoísmo e do budismo, entre outros assuntos.

Já "Banzai! História da Imigração Japonesa no Brasil" mostra a saída do Kasato Maru do porto de Kobe (Japão) com destino ao porto de Santos (litoral de São Paulo), em 1908, e todas as dificuldades pelas quais aqueles primeiros imigrantes passaram, como as longas jornadas de trabalho.

O desenhista responsável pelo segundo projeto é Julio Shimamoto, 69, o Shima. Filho de imigrantes, ele morou em diversas cidades do interior de São Paulo antes de começar a desenhar e fazer carreira. Ele mora no Rio desde os anos 70.

O jornalista Francisco Noriyuki Sato, que coordenou o projeto, conta que foi difícil convencer Shimamoto a aceitá-lo. "Foi difícil, mas consegui convencê-lo, pedindo para ele fazer esse sacrifício em homenagem aos nossos pais e avós, e para que pudéssemos deixar a nossa história para as futuras gerações."

Sato afirma que os personagens dos livros não têm olhos grandes para que ficassem mais próximos da realidade que da caricatura.

Ótima iniciativa!Não acham?! Sabendo que o mangá é muito difundido principalmente entre os mais jovens, essa é um boa de maneira de contar as novas gerações a história do Japão e da Imigração para o Brasil. Esse Sato é esperto! Dessa forma a história conseguirá ser passada de uma forma diferente, muito mais interessante e muitos vão gostar.

Fonte: Folha Online

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10 de mar. de 2008

Lenda: O cachorro de Michinaga

No Japão, existem várias lendas que contam façanhas de cachorros. E todas elas testemunham que ele é o melhor amigo do homem. A julgar pelas descrições das lendas, elas foram acontecendo ao longo do tempo, até chegar a grande quantidade que hoje existem. A lenda desta edição aconteceu na Era Heian (794~1192), envolvendo o ministro plenipotenciário Fujiwara-no-Michinaga (966~1027). Em 1022, Mizunoe Inudoshi (Ano do Cachorro de Água-Yin), Michinaga mandou construir, em Quioto, o Templo Hojoji, tendo ao redor o “Jardim da Terra Pura”. Contam os historiadores que ele gostou tanto do jardim, que deixava seu palácio para visitar o templo diariamente e sempre levava consigo seu fiel cachorrinho branco.

Certa ocasião, naquele mesmo ano, quando o carro de boi que levava Michinaga aproximou-se do templo, o cachorrinho correu na frente, parou na entrada e latiu tanto, que impediu a carruagem de continuar. Michinaga desceu da carruagem, ficou observando o comportamento do animal e concluiu, pela reação do cachorro, que havia algo de errado. Então, mandou um de seus criados chamar Abe-no-Seimei, o astrólogo e adivinho da Corte.

Não tardou muito, e Seimei chegou ao local. Michinaga queria saber o que o cachorrinho estava querendo dizer com seu estranho comportamento. Seimei andou para frente, mas o cachorro não tentou impedi-lo. Pediu, então, que um dos criados fosse em direção ao templo, mas, igualmente, o cachorro não esboçou reação. Quando Michinaga tentou andar para frente, o cachorro começou a latir e a impedir sua passagem. Então, Seimei concluiu:

– Em algum lugar desta estrada existe um feitiço enterrado. Essa mandinga foi elaborada com o objetivo de prejudicá-lo. Se Vossa Excelência pisar o local em que ela está enterrada poderá ser acometido por uma terrível doença. Ainda bem que seu cachorro farejou esse instrumento do mal.
– Sabe me dizer onde o feitiço está enterrado? – perguntou o regente Michinaga.
– Ali – disse Seimei, fazendo gesto mágico e atirando um guiso no ar.
O local onde o guiso caiu foi cavado pelos criados de Michinaga. Foram encontradas duas tigelas unidas pelas bocas e amarradas em cruz com um fitilho amarelado.
– Conheço esse tipo de magia, acho que é obra do mago Doman Ashiya, meu desafeto.

Abe-no-Seimei pegou um pedaço de papel e fez origami em forma de tsuru (garça grou). Sacudiu o tsuru no ar e disse palavras sagradas. A dobradura de garça transformou-se em garça de verdade e voou na direção sul. Seimei ordenou que dois fortes criados de Michinaga seguissem a garça para ver onde ela pousaria.

Pouco tempo depois, os dois criados voltaram trazendo um velho monge à força. O regente Fujiwara-no-Michinaga fez questão de interrogá-lo pessoalmente. Interrogado por tão ilustre figura, o monge confessou que Akimitsu, o ministro da esquerda, ordenou que ele fizesse um feitiço para impregnar o regente de praga.

Michinaga tirou o cargo de Akimitsu e o exilou na distante Harima. Dizem que Akimitsu maldisse o regente pelo resto de sua vida. E, ao falecer, teria se transformado em um fantasma vingativo que andava assombrando Michinaga.

O cachorrinho que salvou a vida de Michinaga foi tratado como nobre pela criadagem de seu senhor e viveu como um rei para o resto de sua vida.

"Isso que é melhor amigo do homem! Eu sempre gostei mais de cachorro, acho eles mais sinceros, não dá para explicar é minha preferência."

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8 de mar. de 2008

Acabou!

Como devem saber eu assisti a série Haru e Natsu, ela acabou ontem (que pena). A série fala sobre a história de suas irmãs separadas quando pequenas uma ficando no Japão e outra vem com a família para o Brasil, a série aborda a imigração japonesa e mostra que eles sofreram bastante por aqui, passando por maus bocados, a irmã que ficou no Japão sofreu também ela passou lá o período da Guerra Mundial.
Mas quem se deu melhor? Bem, no final elas conseguiram se estabilizar e se dar bem, mas pelo que eu percebi quem sofreu mais foi a que veio para cá (a Haru), isso demonstra que os japoneses não vieram para cá e viveram as mil maravilhas como a tv gosta de ressaltar, agora as coisas mudaram, mas o que passaram é algo que não dá para negar.
Quem assistiu sabe como elas sofreram é tantos encontros e desencontros, mas no final tudo acabou bem.
またね!

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4 de mar. de 2008

Ontem foi o dia das meninas

No dia 3 de março (ontem) aconteceu no Japão o Hina Matsuri, chamado de Festival das Bonecas ou Dia das Meninas. É uma data na qual os japoneses rezam pela felicidade e pela saúde de suas meninas e expõem altares de bonecas com trajes do período Heian, que passam de mãe para filha, e oferecem iguarias.

O dia deriva de crenças antigas segundo as quais era possível lavar os pecados em ritos realizados com água corrente. Um dos ritos consistia em atirar ao mar um barco de palha com bonecos de papel, flores de pessegueiros e bolinhos de arroz --achava-se que o barco iria ao reino celestial e que seu autor teria paz e proteção divina. Outro costume era colocar bonecos de palha ou papel perto de bebês, para que os amuletos atraíssem os males para si. Depois, os bonecos eram atirados em rios.

Esses costumes eram de uma época na qual as famílias sempre presenteavam as meninas com um conjunto de bonecas. Depois de casada, a dona podia repassar a propriedade para a herdeira. No Hina Matsuri, são essas as bonecas que são expostas. Depois de um tempo, os pais devem levar as bonecas o mais longe possível. Se não fizerem isso, elas não irão se casar, ou se casarão tardiamente (nossa quanto misticismo).

No andar mais alto do altar do Hina Matsuri são colocados um par de bonecas e um biombo dourado que simbolizam o casal imperial e o trono, respectivamente. Nas pontas ficam duas lanternas brancas. No andar inferior são colocadas três bonecas que representam as damas da corte --elas levam saquê e bolinhos de arroz. No terceiro andar ficam os cinco músicos e, no quarto, ficam os dois ministros da antiga corte japonesa --um mais velho que o outro.

No quinto andar ficam os três servos, que são o bebedor triste, o bebedor zangado e o bebedor animado acompanhados de uma laranjeira, uma cerejeira e um pessegueiro.

No sexto e no sétimo andar ficam utensílios domésticos em miniatura que representam o dote do casamento. Neste local são ofertadas iguarias como bolinhos de arroz em formato de diamante, arroz frito doce e arroz preparado como no sushi, mas com frutos do mar e algas, além de uma bebida chamada shirozake --parecida com saquê, mas sem álcool (pensei que não ia acabar os andares, quanta arrumação, eles querem deixar tudo perfeito).

Nos locais onde não há espaço para se construir todo o altar, as famílias montam apenas uma vitrine para uma dobradura que representa o imperador e a imperatriz.

Um dia para as meninas, deve ser legal participar se eu fosse criança ia gostar, mas os tempos passam e moramos no Brasil, aos mais patriotas sinto dizer que prefiro o Japão, bem então até a próxima.

Fonte: Folha Online

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29 de fev. de 2008

Aikido

O Aikido (合気道), é uma arte marcial criada no Japão nas décadas de 1920 pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), a quem os praticantes desta arte respeitosamente chamam Ô-Sensei ("grande mestre") ou fundador (a expressão sensei quer dizer aquele que sabe). Ueshiba concebeu o Aikido a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, sendo as principais o daito-ryu aikijujutsu, com sensei Sokaku Takeda, o kenjutsu (técnica da espada) e o jojutsu (técnica do bastão curto), sendo outro de seus mestres Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão. Seus sucessores principais no Aikido foram kishomaru Ueshiba (1921 - 1999) e Moriteru Ueshiba (1951)
O termo aikido é composto por três caracteres kanji:
Ai : harmonia 合
Ki : energia 気
Dô : caminho 道
Em tradução livre, "caminho da harmonização das energias".
O termo dō que pode ser achado no judo ou kendo, ou na arte da caligrafia (shodō) ou do arranjo de flores (kadō). O termo aiki refere-se ao princípio da luta de absorver o movimento dos atacantes para controlar suas ações com o mínimo esforço. Se inspira no tao ou o todo ou o caminho, não se admitindo competição e onde o treino procura desenvolver sentimentos de fraternidade e cooperação. Baseia-se em movimentos fluidos e circulares. Além das técnicas de mãos vazias, os treinos também podem incluir armas: bokken ou bokutô (espada de madeira), jô (bastão curto) e tanken ou tantô (faca de madeira).
No combate o aikido tem por costume nunca recuar.
Se o adversário puxa o aikidoca, este o empura e logo o gira.
Se o adversário avança, o aikidoca o gira e tão logo o puxa.
Se especializa em torções dos membros superiores, bem como mãos e dedos, além de desequilíbrios.
Na sua teoria espiritual, parte fundamental da luta, o Aikido busca a harmonia dos seres com uma energia universal chamada Ki, comum as práticas zen e ao yoga. Este termo não tem uma tradução estrita para o português, podendo denotar diversos conceitos: respiração, sopro vital, espírito, energia ou intenção.
Morihei Ueshiba teve dois mestres: Sokaku Takeda, mestre de daito-ryu aikijujutsu, e Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão.
Bem, é uma arte marcial muito interessante e que envolve um princípio, que a harmonização dos seres, é bom esportes assim, apesar de que os esportes sempre possuem ótimos princípios e fazem bem tanto ao corpo quanto a alma. Essa é uma boa opção de esporte para praticar.
Abaixo imagens referente ao aikido:



Fonte:Wikipédia

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26 de fev. de 2008

Haru e Natsu

Bem a série Haru e Natsu estreio ontem na rede Bandeirante às 22h. Bem eu tinha escrito aqui a data errada desculpem e que minha fonte também estava com a data errada, mas enfim a série é exibida nas segundas, terças, quintas e sextas, às 22h como foi dito antes. Eu não pude assistir ontem então não posso dizer o meu parecer, mas amanhã eu digo o que achei da série, já que hoje ela será exibida.
Se você quer saber um pouco mais sobre essa série, você pode conferir alguns dados a respeito dela aqui.

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Novas regras para andar de bicicleta no Japão

A lei que determina como andar de bicicleta no Japão mudou, depois de 30 anos sem sofrer qualquer alteração. A mudança ocorreu devido ao aumento de acidentes envolvendo bicicletas e pedestres e as novas regras serão aplicadas a partir deste ano, sem data confirmada (aprovada em 20 de de 2007, tem um ano para todos se adaptarem).

As novas orientações, porém, já fazem parte do trabalho de base da polícia japonesa com as comunidades estrangeiras, mas alguns pontos podem confundir a cabeça do brasileiro. O motivo é que, mesmo depois de passar por uma revisão, há regras que provavelmente não serão seguidas nem pelos próprios japoneses.

A principal mudança determina que ciclistas passem a andar com a bicicleta no acostamento da rua, mas eles podem ir para a calçada se o trânsito estiver perigoso. O tráfego na calçada será permitido somente em determinados locais, geralmente sinalizados por placas, que ainda não foram especificados. Guias de esclarecimento sobre como evitar acidentes ao trocar a calçada pela rua serão produzidas.

Crianças
Já as crianças continuam na calçada e elas continuam sendo obrigadas a usar capacete de segurança quando sentadas na cadeirinha infantil ou se estiverem pedalando sozinhas.
Aos adultos será pedido para que vistam uma capa plástica nos dias de chuva, já que os guarda-chuvas fazem com que o ciclista perca o equilíbrio.

Pelas novas leis, será condenado ainda o suporte para guarda-chuvas que é preso à frente da bicicleta e usado em larga escala em regiões onde faz muito sol. Quem tem dois filhos que costumam ser carregados nas cadeirinhas instaladas na frente e atrás das magrelas também serão repreendidos com multa de 20 mil ienes.

Há alguns itens que são de conhecimento de todos, mas é bom frisar, como é proibido ouvir música com fone e atender celular quando se está na bicicleta e dirigir descuidadosamente.
Curioso, mas a lista traz o desencorajamento do ato de tocar várias vezes a campainha da bicicleta quando se está atrás de um pedestre, prática usada freqüentemente pelos chatos.

Bem eu não sei se vocês sabiam que no Japão é muito utilizado bicicletas tendo até estacionamento para elas em determinados lugares, por sua larga utilização foi feito regras para aumentar a segurança da população. Dá para ter uma idéia de como é lá com um post do muito Japão, clique aqui para ler.

Fonte:TudobemUol

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17 de fev. de 2008

Brasileiros no Japão usam o blog para encurtar as distâncias

Isso não é nenhuma novidade para quem costuma ler blogs.
Existe muitos blogs de pessoas que vivem no Japão e que são brasileiros, eles postam o seu dia-a-dia, falam da cultura do país de um modo geral, tudo da respectiva de quem está presenciando na sua vida todo esse manifesto cultural.
E nós que gostamos desse país ficamos muito interessados pela maneira que escrevem e assim também ficamos sabendo como é a vida lá.
Muitos desses brasileiros, utilizam o blog como uma forma de matar a saudade da família, afinal essa fica sabendo tudo o que acontece pelos posts, esta é uma forma de se sentirem mais próximos apesar da distância geográfica.
E o que eles falam nesses posts, vale tudo: o dia-a-dia, a vida pessoal, o trabalho, os produtos, os costumes e os lugares visitados. O que realmente importa aqui é eles saberem que podem falar sobre qualquer coisa, desde relatar o seu cotidiano à manter um contato com sua família.
Alguns deles utilizam realmente como um diário virtual - atualmente essa utilidade caiu quase em desuso a maioria das pessoas não utilizam mais para essa utilidade - mais isso é uma exceção, pois nem todos escrevem do ponto de vista pessoal, falando sobre a própria vida.
Bem abaixo coloquei alguns links de blogs de pessoas que moram lá no Japão, vale a pena dar uma conferida:
Mundogeek

Panorama nihon
O quer der na Telha
Muito do Japão
Mirai e

Para quem quiser lê mais profundamente o assunto eu indico o site: G1

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Templo do Japão teve luta com milhares de homens nus no sábado

Os japoneses da cidade de Saidaiji-naka realizaram um festival de nudez no templo Saidai-ji. Neste festival, um dos mais excêntricos do país, 9.000 homens usando apenas uma tanga lutam - no escuro - por um par de varetas da sorte que são atiradas a eles a partir de uma janela que fica a quatro metros do chão.

Conforme a tradição, o homem que pegar as duas varetas - que tem cerca de 20 centímetros de comprimento e quatro de altura cada uma- deve equilibrá-las sobre uma caixa de madeira cheia de arroz e será considerado sortudo pelo resto do ano. Cerca de outros cem amuletos também são jogados para a multidão.

Toda a luta acontece em uma época de clima frio, mas os organizadores jogam água sobre os homens, tamanha a agitação deles. À meia-noite, todas as luzes são apagas de uma vez só, e as varetas são atiradas. Diversos espectadores costumam acompanhar a cerimônia, inclusive em assentos cujo acesso é cobrado.

O festival surgiu 500 anos atrás, quando fiéis competiam entre si para receber talismãs de papel atirados pelo padre. Na época, os talismãs eram símbolos do fim do isolamento de Ano Novo comandado pelos padres. Boas coisas começaram a ocorrer às pessoas que recebiam esses papéis, e mais começaram a pedi-los. Como os papéis eram facilmente rasgados, os talismãs passaram a ser feitos em madeira.

"Realmente é um povo com uma cultura muito peculiar, um monte de homem no escuro atrás de umas varetas, aonde mais poderia encontra algo assim." Ò.ó

fonte: folha online

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16 de fev. de 2008

Lenda: A gata encantada

Há muito, muito tempo, existia um lavrador que, por mais honesto e trabalhador que fosse, sempre vivia na pobreza. Já estava na casa dos 40 anos e ainda não havia conseguido uma esposa.
Numa noite chuvosa, ouviu um miado na porta de sua casa.
– Deve ser algum gato que perdeu o caminho de casa devido à forte chuva – pensou o homem.
Ao abrir a porta, deparou-se com uma gata molhada e logo conheceu a bichana. Pertencia à família mais rica da aldeia.O homem apanhou a gata e enxugou seus pêlos molhados com uma toalha. Em seguida, deu-lhe uma tigela de arroz.
– Sou pobre, não tenho comidas gostosas como as da casa em que você mora, porém, não posso deixá-la passando fome.
Cuidou da gata da melhor maneira possível e tratou de arrumar um cantinho quente para a bichana dormir. Como o homem não tinha com quem conversar, disse à gata, brincando:
– Se você moesse as sementes de trigo enquanto eu cuido da lavoura, eu seria um homem feliz, pois adiantaria bastante o meu serviço.
No dia seguinte, quando retornou do trabalho, logo percebeu que a gata não tinha ido embora. Viu, com grande surpresa, que ela havia moído as sementes de trigo e produzido farinha usando pilão e almofariz.
– Oh, meu Deus! Que gata maravilhosa! Você moeu o trigo e fez farinha! Como sou feliz em ter uma gata tão agradável como você!
O homem preparou bolinhos de chuva e comeu junto com a gata.
– Que coisa engraçada, parece que você entende o que digo, só falta falar.
Três dias depois, a gata falou, de repente, umas palavras:
– Caro mestre, eu fui chutada pelos meus donos anteriores, porque não tinha nenhuma serventia para eles. Eles são ricos e têm bastante serviçais, nada restando para eu fazer. Aqui, encontrei a felicidade de poder servir meu novo amo. Porém, como gata, meu trabalho pode ser limitado, por isso, gostaria de ir ao Santuário de Ise para rogar por minha transformação em ser humano.
O rapaz não acreditou muito que isso fosse possível, porém, amarrou um amuleto em torno do pescoço da gata e disse:
– Isso é para eu reconhecê-la quando virar humana.
Dias depois, uma linda mulher apareceu na casa do rapaz.
– Não está me conhecendo? – perguntou a bela donzela.
Vendo o amuleto no pescoço dela, o rapaz foi tomado de uma grande sensação de felicidade. Os dois se casaram e trabalharam muito dia e noite.
Dizem que, anos depois, ele era um dos homens mais ricos da aldeia.

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12 de fev. de 2008

Hanami


Hanami significa apreciar flores. É festejado nos meses de Março a Abril para comemorar o florescimento da sakura. É uma festa muito tradicional que demostra o respeito que os japoneses possuem pela natureza, na verdade vários de seus costumes e tradições refletem esse ponto.

Antigamente era a contemplação de ameixoeiras em flor ( bem diferente de nossas ameixas). A partir do período Heian (séc. 8-12), o termo passou a ser utilizado para a comteplação de sakuras (flor de cerejeira). Era uma festa comemorada apenas pela aristocracia, que se reunia para escrever poemas e cantar sob as cereijeiras. A partir do final no séc. 18, no período Edo, que passou a ser festejado por toda a população.

No hanami ocorre desde piqueniques a grandes atrações. Os eventos são realizados em parques, templos, beira de rios e até nas ruas. É comum ver as pessoas guardando lugares desde manhã sob as árvores, para os seus famiares, amigos ou colegas da empresa.

Eles gostam muito das sakuras, além de sua beleza, sua forma e cor refletem as noções ideais de pureza e simplicidade das pessoas.

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